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Partidos vão precisar de 2 mil votos a menos para eleger vereadores em Manaus

Cai o quociente eleitoral para a disputa das vagas na Câmara Municipal de Manaus.

Manaus - Nas próximas eleições, um partido ou coligação vai precisar de uma média de 2 mil votos a menos no quociente eleitoral para eleger um representante na Câmara Municipal de Manaus (CMM), segundo o pesquisador Afrânio Soares.

A mudança se deve, segundo ele, ao aumento de vagas no parlamento, de 38 para 41 vereadores, aprovado no final do ano passado por meio do Projeto de Lei 16/2011 de autoria da Mesa Diretora da Casa.

De acordo com Afrânio, para 2012, a estimativa é de 900 mil votos válidos nas urnas de Manaus, o que representaria um quociente eleitoral de cerca de 23.951, caso continuassem as 38 cadeiras no parlamento. Para as 41 cadeiras, a média do quociente eleitoral reduzirá para 21.951. Em 2008, foram 874.444 votos válidos e um quociente eleitoral de 23.012.

O quociente eleitoral é o instrumento matemático determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir os partidos ou coligações que têm direito a ocupar as vagas em disputa nas eleições proporcionais. O cálculo é baseado na divisão dos votos válidos alcançados na eleição pelo número de vagas no parlamento.

De acordo com Afrânio, a redução no quociente eleitoral vai significar maiores chances de coligações formadas por partidos pequenos elegerem um candidato. “Vamos imaginar que uma legenda por 2 mil votos não tenha conseguido fazer um vereador, nesse caso ela fará”, disse Afrânio.

O pesquisador fez um comparativo com as eleições de 2008, quando o quociente eleitoral foi de 23.012. Se na ocasião já tivessem aumentado o número de cadeiras,  o quociente seria de 21.327, o que teria deixado alguns candidatos de legendas grandes de fora e possibilitado o ingresso de outros menos votados. Afrânio destacou que, nas eleições proporcionais o que vale é o quociente eleitoral e não o número de votos alcançados. “O Sildomar (Abtibol), por exemplo, teve muito mais votos do que outros que entraram, mas como não alcançou o quociente, ficou de fora”.

Sildomar Abtibol, candidato do PRP à CMM, alcançou 5.559 votos e não foi eleito.

Paulo Nasser (PSC), Marcelo Ramos (PSB) e Elói Abreu (PTN) obtiveram menos que Abtibol, contudo, foram eleitos.

Para os partidos que decidirem não coligar, as chances de vencer a eleição também serão reduzidas, alertou Afrânio. “Anteriormente, o índice de eleição de quem decidia disputar a eleição sozinho já era menor do que quem coligava. Agora, com a redução do quociente eleitoral, as chances ficam ainda menores”, disse.

O récem-criado PPL vai lançar mão das coligações para tentar reeleger os dois parlamentares que integram a legenda atualmente, Mirtes Salles e o vereador licenciado Arlindo Júnior. “Estamos conversando e vendo uma coligação”, disse a vice-presidente da legenda, Mirtes Salles.

O presidente municipal do PSD (maior bancada na CMM), Paulo Radin, acredita que a redução do quociente eleitoral não terá impacto no quadro dos eleitos e espera reeleger seus cinco vereadores.

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